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Faxinando 2004
Hoje cismei de fazer faxina no computador. Abri arquivos tão significativos para mim em 2004... Reli brincadeiras, promessas, poemas, um futuro não concretizado. Reli brigas, crises, mal-entendidos. Reli palavras bonitas, sentidos únicos, dores. Reli o que foi uma das melhores coisas que me aconteceu nesse maldito ano, e que depois se transformou em apenas mais um elemento da maldição. Apesar de tudo, tenho muita saudade. Mas uma saudade que vem junto com a sensação de que "não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo...". Dá pra entender?
PS: os arquivos continuaram no computador. Entendi que eles fazem parte da minha história, e que no futuro eles serão necessários para que eu relembre de algo que hoje não consigo esquecer.
Escrito por Adoradora às 23h13
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Vida louca vida...
Ou eu sou angustiada demais, ou a minha vida é mesmo muito louca. Não sei como explicar, só quem tem convivido muito perto (mas muito mesmo!) de mim tem a noção exata do que eu falo. Ontem tudo tava dando errado. Desesperei-me, chorei, briguei. No final da noite, simplesmente resolvi que tudo daria certo. Amanheci pensando nisso, e em 20 minutos de isolamento total, em meio à natureza, consegui enxergar com uma clarividência rara o que me acontece no momento e o que vai me acontecer no futuro. Um telefonema foi suficiente para resolver o que ontem parecia-me insolúvel. Agora, tá tudo bem.
Essas variações de sorte estão acabando comigo, e com meu humor. Dificuldades surgem do nada, assim como as soluções. Do choro à gargalhada é questão de minutos. O bom é que estou me superando, aprendendo um pouco mais sobre a vida, e aprendendo, sobretudo, que minha vida só depende de mim. Ah... isso é muito bom.
Escrito por Adoradora às 23h05
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Em débito
Cheguei ao meu destino no dia 31, às 20h, cerca de 2.800km depois, um motor fundido e três pneus trocados na estrada. Muitas coisas a contar. Eu e Val, que viajou comigo, preparamos um diário-desabafo de bordo. Quando eu estiver um tempinho e uma pacienciazinha, transcrevo aqui.
Beijos.
Escrito por Adoradora às 14h08
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Notícias de Sanca
Como diz uma amiga minha, eu também
sou feita de carne e osso. Às vezes esqueço, penso que estou vestida com um
uniforme de super-heroína, tipo mulher maravilha, saca? Como se tivesse um corpo
de adiamantium, como o meu querido Wolverine (eita... nem sei se é adiamantium
mesmo!), uma capacidade excepcional de recuperação... mas nada. Tô aqui,
tremendo nas bases com os novos desafios que eu mesma me impus. Nem por isso vou
desistir ou voltar atrás, mas o fato é que tô me cagando de medo. E de ansiedade
também.
O novo trabalho tá zero a zero.
Ainda não deu pra sentir o clima, mas tenho algumas boas e más impressões, já.
Estou me dando conta, só agora, de que quero reviver um passado longínquo, um
passado que não sei se poderei recuperar plenamente. Aliás, tenho certeza disso.
Não sei no que isso vai dar. Não tenho a menor idéia, e isso é complicado pra
mim.
Estou me dando conta, também, dos
meus vícios, meus costumes. É difícil sair deles. Muito mais difícil do que eu
pensava. Já me peguei algumas vezes quase caindo neles, mas deu pra acordar
antes de praticá-los. Já caí numa pequena tentação (pequena mesmo, juro!) e deu
um arrependimento danado. Ei, para os desavisados: não estou falando de drogas.
Pelo menos não as ilícitas.
Amarro minhas tripas, se for
preciso. Mas vou brigar de todo jeito pra conquistar o que vim buscar aqui. Não
estou aqui à toa, minha proposta é séria. E, quer saber de uma coisa? Apesar de
tudo estou esperançosa. Não sei, algo me dá a certeza de que vai dar tudo certo.
Vou me reconquistar, vou dar longas asas para a minha liberdade, terei qualidade
de vida. Resolvi dar-me um presente caríssimo: viver a minha própria vida,
sustentada unicamente pelas minhas pernas, e ter ao meu lado apenas aquilo que
minha intuição disser que é MUITO bom pra mim. Nada mediano, nada medíocre, nada
mau. Nada de falsidades. Ao meu lado, só o que, e quem, tiver capacidade de me
dar tudo o que eu lhe der – nem um tiquinho a menos. Ambiciosa, não? Sou (ou
estou). E daí?
Metas existem para serem alcançadas.
O caminho é longo e estou vendo que será difícil. Mas... metas existem para
serem alcançadas. Espero alcançar as minhas. Estou 100% empenhada nisso.
Mas que dá saudade, ah, isso dá.
Medo também. Tudo bem, vou fazer uma farra agora pra comemorar a nova
vida..
Escrito por Adoradora às 14h05
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